10 de jan de 2018

VIDEO: #PapoPósTreino - Saúde da Coluna

Nossa série de debates começa com o tema Saúde da Coluna. Um tema bastante recorrente em nosso dia-a-dia. Confira no vídeo tudo o que rolou nessa conversa entre nossos profissionais e o fisioterapeuta Túlio Eskinazi (contato no video). Curta, comente, compartilhe e se inscreva no nosso canal. Vem muito mais informação por aí.


6 de jan de 2018

PAPO PÓS-TREINO: Chegamos no YouTube

Nosso objetivo é passar informação de qualidade sobre atividade física, saúde e bem-estar. De um jeito leve e descontraído. Temos certeza de que vocês vão gostar. #papopóstreino #welfarenoyoutube #personalyoutuber #suasaúdenafrente

Acesse nosso canal, se inscreva, curta e compartilhe nossos vídeos.







28 de dez de 2017

Batalha contra o Sedenterismo: Todos Juntos

Costumo dizer às pessoas que quem não busca a atividade física por hábito, por prazer, cedo ou tarde terá de procurá-la por necessidade, uma vez que o exercício além de capaz de promover saúde, é ainda indispensável no tratamento de diversas doenças crônicas e degenerativas.

Alguns órgãos governamentais começam a tratar o sedentarismo com maior seriedade observando o impacto econômico resultante das doenças e agravos relacionados à inatividade física. Uma população adoecida produz menos, se ausenta demais do trabalho, é mais dependente de médicos, medicamentos e susceptível a internações e cirurgias. No Brasil, estima-se que cerca de 1 bilhão de dólares seriam economizados caso o sedentarismo fosse reduzido em 50%(1)
Embora exista uma recomendação padrão proposta pela OMS de 150 minutos de atividade física moderada por semana como suficientes para gerar benefícios em saúde, a própria Organização Mundial de Saúde reconhecendo a dificuldade das pessoas em alcançar essa meta flexibilizou esse número para 75 minutos (2)semanais numa intensidade mais vigorosa, para alcançar os mesmos benefícios. 

Ainda assim, essa 'dosagem' parece longe de ser seguida à risca. Como a gestão do tempo parece ser um grande entrave para aderência à pratica regular do exercício físico, diversas outras alternativas tem surgido e vem sendo estudadas trazendo resultados favoráveis para a saúde, como os treinos intervalados de alta intensidade(3), cujas sessões duram 4, 7, 12 minutos, além de opções de fracionar o treino em pequenas sessões ao longo do dia. Tudo isso aliado a iniciativas voltadas para adoção de hábitos de vida saudáveis, envolvendo atividades física, gasto energético e reeducação alimentar.

Nesse sentido, tem surgido experiências bastante  exitosas estimulando a população para hábitos saudáveis, como os circuitos de corrida e bike, as ciclovias e ciclofaixas, a criação de espaços de lazer itinerantes, requalificação de espaços públicos, as academias públicas ao ar livre e programas públicos de atividade física (Academia da Saúde, CuritibAtiva, Programa Academia da Cidade, para citar alguns).

As tecnologias tem acompanhado essa tendência e inúmeros tem sido aos aplicativos que surgem voltados para exercício físico, personal trainer e nutricionista online, etc. Vale consultar e se informar com profissionais sobre a qualidade e utilidade dos mesmos. Uma experiencia bastante interessante em Londres resultou na criação de um app (Active10), ao observar que apenas 10 minutos de uma caminhada rápida eram capazes de proporcionar resultados satisfatórios na condição de saúde.

Empresas privadas, também de olho na saúde e produtividade de seus funcionários também tem embarcado nessa tendência e hoje vão além daquela ginastica laboral muitas vezes mal conduzida e tampouco valorizada pelo empregado. Empresas tem investido na criação de espaços fitness, tem realizado parcerias com academias, tem incentivado e recompensado pelo não uso do carro, perda de peso, ou alcance de metas relacionadas a hábitos saudáveis(4,5)

Muitas vezes tais iniciativas partem dos próprios funcionários. E são ideias interessantes, que se acompanhadas por profissionais podem ter resultados bastante animadores, além de fatores como integração, motivação, e reconhecimento da empresa, estimulam os empregados e melhoram a imagem da companhia. O mesmo tem ocorrido em condomínios residenciais, e a existência de espaços fitness, academias, áreas de lazer e quadras esportivas acabam por ser diferencias importantes na hora de realizar a compra do imóvel(6,7).

Toda iniciativa em busca de recuperamos o status de seres fisicamente ativos devem ser valorizadas e melhor exploradas. As opções tem sido cada vez mais variadas e flexíveis para ambientes diversos, cabe as organizações, instituições e entidades interessadas escolher a que melhor se adequar, e, assim, será possível retomar patamares mais saudáveis para a população.

Prof. Ícaro Carvalho.

REF:


(1) BUENO, D.R.et al. Os custos da inatividade física no mundo:estudo de revisão. Ciênc. saúde coletiva [online]. 2016, vol.21, n.4, pp.1001-1010. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-81232016000401001&script=sci_abstract&tlng=pt
(2) Recomendações da OMS dos níveis de atividade física para todas as faixas etárias. Disponível em: http://www.saude.br/index.php/articles/84-atividade-fisica/229-recomendacoes-da-oms-dos-niveis-de-atividade-fisica-para-todas-as-faixas-etarias
(3) DEL VECCHIO, F. B. et al. Aplicações do exercício intermitente de
alta intensidade na síndrome metabólica
. Rev. Bras. At Fís. e saúde. V18, n.6, 2013. Disponível em: https://periodicos.ufpel.edu.br/ojs2/index.php/RBAFS/article/view/3302/pdf129
(4) Empresas incentivam a prática de atividades físicas http://www.maisequilibrio.com.br/fitness/empresas-incentivam-a-pratica-de-atividade-fisica-3-1-2-128.html
(5) Funcionários de empresa chinesa ganham recompensa por perder peso.
http://f5.folha.uol.com.br/voceviu/2017/05/funcionarios-de-empresa-chinesa-ganham-recompensa-por-perder-peso.shtml
(6) Cresce importância do fitness nos condomínios...
http://www.direcionalcondominios.com.br/sindicos/materias/item/2089-cresce-importancia-do-fitness-no-condominio-sindicos-apostam-na-revitalizacao-das-academias.html
(7) Cresce a prática de exercícios em academias de condomínios 
http://odia.ig.com.br/imoveis/2017-06-04/cresce-a-pratica-de-exercicios-em-academias-de-condominios.html

16 de nov de 2017

Doenças Crônicas: Novas diretrizes

Buscando promover informação e orientação para prevenção,  tratamento, controle de doenças e promoção da saúde, especialistas das diversas áreas de saúde promovem periodicamente diretrizes norteadoras das práticas profissionais. Recentes orientações modificaram alguns paradigmas em relação a algumas doenças crônicas como vamos citar abaixo:


DIABETES:


Glicose em jejum: considera-se ideal abaixo de 100mg/dL (valores abaixo de 54mg/dL são considerados hipoglicemia.



DISLIPIDEMIAS:

Segue a seguinte tabela de referência para valores "normais"

- Colesterol TOTAL: abaixo de 190mg/dL (independente de jejum)
- Colesterol HDL: acima de 40mg/dL (independente de jejum)
- Triglicerídeos:  menor que 150mg/dL (em jejum); e menor que 175 (sem jejum)

* o colesterol ruim (LDL) passa a adotar estratifcação de risco cardiovascular:

-Risco Baixo - até 130mg/dL
-Risco Intermediário - até 100mg/dL
-Risco Alto - até 70 mg/dL
-Risco Muito Alto - até 50mg/dL
Veja critérios de inclusão aqui.



HIPERTENSÃO:


Novos valores classificam como pressão elevada a partir de 130/80mmHg (popular 13 por 8)


Classificação PA sistólica (mmHg)
PA diastólica (mmHg)
Normal < 120
< 80
Elevada 120-129
< 80
Hipertensão estágio 1 130-139
80-89
Hipertensão estágio 2 ≥ 140
≥ 90


É necessário, contudo, que todos esses valores sejam obtidos e interpretados pelo profissional de saúde para que possa haver a melhor orientação no tratamento das anormalidades que porventura possam existir. Nem sempre o tratamento medicamentoso é a alternativa principal para tratar as doenças crônicas. Nossos hábitos de vida interferem demais em nossa saúde, e adaptações que fazemos em nosso cotidiano buscando uma vida mais saudável propiciam mudanças benéficas e duradouras em nosso estado de saúde e qualidade de vida.
E para isso, você não precisa esperar por exames com índices alterados, pratique uma vida saudável desde já. Prevenir sempre vai ser melhor que remediar!


Veja também:

https://pebmed.com.br/nova-diretriz-sobre-hipertensao-da-aha-muda-definicao-para-has-veja-os-keypoints/


http://www.diabetes.org.br






6 de out de 2017

Exercício Físico alivia cólica menstrual

Todo o processo menstrual que as mulheres enfrentam periodicamente é acompanhado de sintomas e sinais que se manifestam de formas diferentes. Porém, alguns desses sintomas são bastante comuns para por partes delas. A dor menstrual é um desses, e pode ocorrer de maneira tão intensa a ponto de incapacitar a mulher para suas atividades diárias. Essa cólica menstrual, também conhecida como dismenorreia pode ser primária (mais comum) e secundária (que pode estar associada a algum tipo de anormalidade como infecções, uso de medicamentos, mioma, etc.). Quando é intensa, pode trazer consigo outros sintomas como dor de cabeça e náusea.

Para alívio da dor, prevenção e redução dos sintomas, algumas medidas são recomendáveis tais como: banho morno, compressa quente na região do ventre e massagens relaxantes. E dentre as recomendações mais uma vez aparecem os exercícios físicos regulares como alternativa importante. Desde uma sessão de alongamentos, aula de yoga ou pilates, aos treinos mais tradicionais, estudos científicos têm demonstrado a eficácia no combate a dor menstrual. Obviamente, as mulheres com crises mais intensas devem evitar as atividades mais vigorosas (possivelmente sequer conseguiriam ou teriam disposição para isso), mas mesmo assim conseguem se beneficiar das atividades mais leves. 

Hidroginástica pode ser uma boa opção
Ainda não são bem esclarecidos os mecanismos que são capazes de promover essa melhora no quadro de dor através da atividade física, essa é uma preocupação ainda recentes, os estudos são poucos, mas sempre apontando aspectos positivos para as mais variadas atividades. Possivelmente, pelo fato do exercício físico de modo geral promover uma sensação de bem estar, com liberação de hormônios relaxantes, por possibilitar uma melhoria no condicionamento físico geral e maior resistência à dor, isso deve se refletir no caso da cólica menstrual. Durante o exercício, ocorre uma vasodilatação que permite um maior aporte sanguíneo à musculatura, essa irrigação também produz um certo efeito analgésico, refletindo na menor incidência e intensidade de dor. Como efeito a longo prazo, pode ser possível que a mulher não sinta mais tais sintomas, ou tenha reduzido a tal ponto de não necessitar tomar medicamentos, ou interromper suas atividades.

Por isso, mais uma vez é importante ressaltar, que o exercício físico não deve ser praticado apenas quando temos um determinado objetivo, deve ser um hábito de vida, nossa saúde só tem a ganhar se cultivarmos esse bom hábito.

Leia alguns artigos científicos sobre o tema aqui:
http://www.efdeportes.com/efd232/influencia-do-exercicio-fisico-na-dismenorreia.htm
http://www.scielo.br/pdf/rdor/v13n2/04.pdf
https://periodicos.ufpel.edu.br/ojs2/index.php/RBAFS/article/download/704/714

Prof. Ícaro Carvalho.

19 de set de 2017

Treinar com ar condicionado atrapalha?

Que o calor em algumas cidades brasileiras é quase insuportável todos nós já sabemos. E sempre que procuramos por algum tipo de serviço, se o ambiente for climatizado, este estabelecimento já sobe no nosso conceito e ganha nossa preferência em detrimento daquele que não possui um sistema de refrigeração do ar. Quando então vamos a uma academia, onde o treino nos fará gastar energia, produzir calor e suar, desejar um ambiente mais frio é bem natural. Mas será interessante para nosso corpo treinar num ambiente com ar condicionado?

Existem alguns estudos que apontam para uma temperatura ambiente (TA) que poderia ser considerada ideal para o treinamento físico, algo que poderia variar entre 22 e 25ºC (alguns textos apontam para um pouco menos, a partir de 18ºC) e uma umidade relativa do ar (URA) entre 40 e 65%. Entendendo esses índices como de menor risco de estresse para o organismo. Normalmente os estudos científicos se voltam para o perigo de treinar com temperaturas elevadas, e considerando que boa parte desses trabalhos são realizados por europeus ou americanos, os 30ºC que temos com frequência em cidades como Recife, são consideradas como muito quentes. E se a temperatura sugerida como agradável ao treino é justamente a que o ar condicionado é capaz de possibilitar numa academia, ainda assim há problemas?

O sistema de refrigeração do ambiente tradicionalmente utilizado trás diversos riscos associados e quando relacionados aos problemas estruturais das academias, acentuam esses riscos, prejudicando não só os treinos, mas a saúde de usuários e profissionais. Os condicionadores de ar, atuam em circuito fechado para trabalhar com maior eficiência. Ou seja, ambiente fechado e um ar viciado. Quando estamos treinando, estamos temporariamente deixando nosso sistema imune vulnerável, justamente num espaço onde as pessoas dos mais diversos tipos estão próximas, suando e respirando com mais intensidade (hiperventilando). Uma pessoa gripada nesse ambiente pode fazer um "strike".

Outro ponto a se observar é que o funcionamento dos aparelhos de ar condicionado, resseca o ar ambiente. E vimos que a umidade relativa do ar influi diretamente no nosso desempenho. Além disso o ressecamento das nossas vias aéreas pode trazer riscos a nossa saúde, nos deixando vulneráveis a bronquites e sinusites, por exemplo.

Um grande problema que envolve boa parte dos estabelecimentos é que são espaços em sua maioria mal planejados, com pouca iluminação, pouca ventilação e bastante apertados, impossibilitando o uso de recursos naturais, que inclusive, significariam menos despesas e talvez uma mensalidade mais barata. uma vez que o ar condicionado torna-se um item indispensável no espaço, a manutenção do mesmo é uma responsabilidade que não pode ser ignorada. Manter o ambiente limpo, livre de poeira, com um espaço de circulação do ar mais amplo, limpar e trocar os filtros dos aparelhos periodicamente, usar uma temperatura esteja dentro dos limites seguros, e sempre que possível, utilizar aparelhos de qualidade são algumas das recomendações que reduzem os riscos.

Se por um lado uma temperatura mais amena auxilia nosso treinos, treinar num espaço de proliferação de bactérias e contrair infecções ou inflamações não compensa. O aluno que paga caro para cuidar de sua saúde, tem total direito de exigir que a academia zele por um ambiente salutar.  E por que não, pesquisar bem estes locais, sugerir ideias sustentáveis e valorizar aqueles que fazem uso dessas alternativas. O ambiente com ar condicionado não precisa ser necessariamente visto como um sinal de status de uma academia, se observarmos com um olhar mais amplo em que outras boas ideias podem contribuir com um clima agradável ao treino e sem prejudicar nossa saúde.

Veja aqui alguns textos complementares:

https://www.researchgate.net/profile/Nelson_Marques_Junior/publication/26517390_Altas_temperaturas/links/0deec51b11047e394a000000.pdf

https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2014/03/01/aprenda-a-viver-no-frescor-do-ar-condicionado-sem-atrapalhar-a-saude.htm

http://baktron.com.br/blog/analise-de-ar-x-manutencao-quem-e-quem-na-busca-pelo-ar-ambiente-de-qualidade/

31 de ago de 2017

A qualidade das academias do Grande Recife (parte II)

Aspectos Positivos:

Segundo os dados coletados na nossa pesquisa (VEJA NO POST ANTERIOR) com as pessoas entrevistadas, vários pontos positivos podem ser elencados, como o fato de na maioria dos estabelecimentos, o professor da própria academia ser o responsável por elaborar a rotina de treinos e acompanhar sua progressão, isso, quando aliado a uma avaliação física periódica que, como visto, é oferecida em boa parte das academias, permite que o trabalho seja realizado com segurança e focado no alcance dos objetivos dos alunos, fazendo-se as adequações necessárias conforme o feedback obtido. Tal acompanhamento, inclusive tem sido bem avaliado pelos clientes, o que é um indicativo de que o trabalho parece satisfazer às expectativas dos entrevistados. A rotina de treinos proposta pelos professores também parece agradar a maioria de modo que se mostram satisfeitos e confiantes de que os métodos empregados podem ajudar-lhes a alcançar seus objetivos pretendidos. Outros fatores que contribuem com a adesão dos clientes à academia bem como a sua fidelidade ao estabelecimento dizem respeito à estrutura física do local, manutenção e limpeza, além da variedade e qualidade do maquinário e equipamentos disponíveis. Em todos esses itens o feedback dado pelos entrevistados tem indicação positiva, o que leva a crer que esses espaços se importam em apresentar um ambiente acolhedor, limpo e seguro. Ainda assim, os valores médios cobrados mensalmente situam-se numa faixa considerada mediana e acessível, claro que isso, normalmente se deve à prática comum de pacotes e planos de fidelização, que seguram o cliente por 3 a 12 meses. No último item, deixamos o espaço em aberto para que os indivíduos sugerissem melhorias que poderiam ser implementadas a fim de satisfazer por completo o aluno e foi interessante observar como alguns relataram não ter nada a acrescentar, ou alguns sugestões de simples resolução, como ajuste de horários de atividades, funcionamento aos domingos, ou limpeza e manutenção em horários mais adequados.

Aspectos negativos:

Apesar de muitas indicações positivas encontradas em nossa pesquisa, cabe refletir sobre aspectos que poderiam ser melhorados, especialmente no que se refere à postura profissional, metodologia de trabalho e avaliações físicas. Entendemos que apesar de em vários desses quesitos, termos uma maioria satisfeita, percentuais significantes de insatisfação foram encontrados, especialmente se levarmos em conta que tivemos uma amostra reduzida, o que pode não ser um indicativo favorável.
Iniciamos por observar que existe um percentual de pessoas que não é acompanhada pelo professor da academia, por estagiário, ou Personal trainer. Um grupo considerável que está treinando por conta própria, sem um acompanhamento profissional qualificado, o que além de dificultar o alcance dos objetivos, pode ser uma decisão arriscada para a saúde. Tal decisão é tomada, por diversos fatores, que vão desde a desconfiança no trabalho do professor de educação física, desinformação sobre a importância desse acompanhamento, influencia de redes sociais, motivos pessoais, etc. Infelizmente, muitas pessoas não conseguem as informações necessárias, ou não dão a importância devida. O que fica evidente ao percebermos que quase metade dos entrevistados não conhece a formação do profissional que os atende. São pessoas que podem estar sendo atendidas por falsos profissionais, ou acadêmicos sendo usados por alguns estabelecimentos como profissionais. Pessoas que entregam sua saúde a desconhecidos, sem o devido questionamento.
Com relação às rotinas de treino prescritas pelos professores de educação física aos clientes, embora bem avaliadas em nossa pesquisa, cabe questionamento sobre a periodização do treinamento. Infelizmente nos casos em que os alunos não são acompanhados pelo professor, ou quando esse acompanhamento ocorre de maneira distanciada, displicente, não raro vemos aqueles clientes fazendo a mesma sequência de exercícios por longos períodos. Há casos ainda que, mesmo quando o acompanhamento se faz de forma mais próxima, ainda assim, há profissionais que negligenciam a prescrição, o que prejudica a progressão do treinamento e o alcance dos objetivos. Embora não haja um frequência ideal de alteração do programa de treinos para todos os casos, é importante que ocorra dentro de um prazo adequado para manter o corpo em estado constante de desconstrução, recuperação, reconstrução muscular através de super compensação.
Outra questão que vale uma discussão mais aprofundada, refere-se à avaliação física. Entendendo esta como parte indissociável do processo de prescrição de treino, é preocupante observar como os estabelecimentos separam ou mesmo a deixam em segundo plano. Há um grande numero de academias que sequer oferecem o serviço, outras que o fazem de forma terceirizada, havendo pouco contato entre o avaliador e o professor que lida diretamente com o aluno, o que causa ruído na transmissão das informações. Muitos desses estabelecimentos quando disponibilizam a avaliação física, cobram um valor específico além do cobrado mensalmente. Isso nitidamente afasta o usuário da parte mais importante do processo, o feedback. O aluno deixa de ter o retorno sobre seus objetivos, não consegue a informação ou parâmetros de aproximação ou afastamento de suas metas.
Entra aí uma questão econômica da parte dos empresários da área. Vimos nessa pesquisa, que os valores médios cobrados são possivelmente relacionados a pacotes e planos de fidelização que fazem com que os preços tornem-se mais acessíveis. Mas ao passo que segura o cliente por um prazo fixo, independente de como use ou não dos serviços oferecidos, para manter uma estrutura visualmente atrativa e estratégias de marketing cativantes, as academias buscam cortar custos em outros setores, inclusive com profissionais. Um dos reflexos disso é quando observamos salas de musculação lotadas com poucos profissionais para atender aos alunos de maneira satisfatória.
Por fim, quando solicitamos sugestões dos entrevistados, foram levantadas algumas situações que também despertam reflexão: um dos indivíduos sugeriu que os profissionais da academia estejam mais focados no desenvolvimento de suas obrigações do que vender um serviço personalizado. Praticamente um estigma, das ditas academias “low cost”, e que escancara um paradoxo, onde o profissional deixa de cativar o aluno com a qualidade do seu trabalho, ao mesmo tempo que oferece um serviço personalizado como forma de obter esse serviço qualificado. Mas que não isenta de culpa o estabelecimento, que inclui nesses pacotes uma quantidade limitada (por mais irracional que pareça esse limite) de atendimento profissional a depender do plano escolhido. Outros demonstraram bastante inquietação com a ausência da avaliação física, ou o gasto “a mais” com algo indispensável. Ainda observou-se uma demanda interessante quanto ao maquinário e manutenção dos mesmo. O que revela o quanto os clientes das academias dão importância à quantidade de máquinas, ainda que em boa parte das vezes não sejam muito mais eficientes que o treino com pesos livres.

CONCLUSÃO:

Longe de ser um trabalho de cunho científico, nossa pesquisa informal trás a tona importantes situações as quais os gestores e empresários da área, profissionais e mesmo os próprios clientes precisam estar atentos. Muitas pessoas podem demonstrar satisfação com o atendimento que recebem, porém a falta de informação mina uma criticidade maior ao trabalho oferecido. Os profissionais tem uma responsabilidade grande com a saúde dos seus alunos. Esse por si só, e motivo suficiente para que busquem sempre fazer o melhor de sua capacidade. E os gestores, que precisam encontrar o melhor equilíbrio entre a economia que fazem e a qualidade no atendimento aos anseios dos clientes. Sendo necessária uma estratégia mais bem pensada para fidelizar o cliente que meramente um preço acessível, espaço bonito e máquinas de primeiro mundo. É preciso valorizar o profissional, como o principal responsável pelo desenvolvimento e evolução nos treinos dos clientes. Aos acadêmicos, fica aberto um espaço enorme para discutir cientificamente os temas apresentados, a fim de preencher as lacunas e limitações deste pequeno trabalho que iniciamos. Cada tema aqui levantado pode ser mote para novos trabalhos, novas pesquisas e novos dados que contribuirão bastante com a qualidade de vida das pessoas.

29 de ago de 2017

A qualidade das Academias do Grande Recife (parte I)

No mês passado nosso grupo se empenhou em ouvir nossos leitores e seguidores sobre a qualidade e atendimento nas academias da região metropolitana do Recife. Para isso realizamos uma pesquisa de forma informal cujo objetivo foi averiguar se o trabalho desempenhado por estes estabelecimentos tem atendido às expectativas dos clientes e os ajudado a alcançar seus objetivos.

Abordamos nossos seguidores de forma aleatória nas redes sociais diretamente via Facebook ou WhatsApp e selecionamos aqueles que declararam treinar atualmente em alguma academia particular. Foram 34 pessoas selecionadas para responder um questionário composto de 14 perguntas de múltipla escolha e uma questão aberta para sugestões.

RESULTADOS ENCONTRADOS:

A primeira pergunta da enquete buscava identificar quem era o responsável por elaborar os treinos do cliente. Tivemos como reposta que quase 67% eram elaborados pelo professor da academia. Personal Trainer, estagiário, outros e ninguém também foram citados. Em seguida, questionou-se sobre quem era o responsável pelo acompanhamento dos treinos, um percentual menor mais ainda majoritário (57,6%) foi referente ao professor da academia. Procurou-se saber dos entrevistados se esses conheciam a formação do professor, pouco mais da metade, informou não conhecer. Quanto à qualidade do acompanhamento do professor na academia, quase 73% das pessoas classificou como ótimo/bom. Percentual semelhante foi encontrado quanto a qualidade da rotina de treinos prescrita, classificando como ótimo/bom. Investigamos ainda a frequência de modificação dos treinos e encontramos quase que metade dos entrevistados tinham sua rotina de treino alterada num prazo de 1 a 3 meses.
Mais da metade dos indivíduos (57,6%), informou estar satisfeito com a evolução e resultados obtidos nos seus treinos, e um percentual altíssimo 87,5% declarou acreditar que terão seus objetivos alcançados com a atual rotina. Sobre a avaliação física, grande parte das academias oferece o serviço, estando inclusa na mensalidade em 15,6% dos casos ou cobrado de forma separada em 53,1%. O atendimento de forma geral foi avaliado como ótimo/bom por mais de 60% dos entrevistados ao passo que menos de 10% avaliou como ruim/péssimo. Percentuais semelhantes foram encontrados quando questionou-se sobre o maquinário e estrutura física das academias. NO quesito que se referiu à limpeza e manutenção desses estabelecimentos, um alto percentual (72,7%) também avaliou como ótimo/bom, pouco mais de 6% classificou como ruim. Os valores cobrados na maioria (54,8%) está em torno de 70 e 150 reais mensais, tendo ainda uma grande parcela (41,9%) com valores cobrados até 70 reais.

>>>>>>>>>>>>>>>>> Na próxima postagem, faremos uma análise mais aprofundada dos dados apresentados, acompanhe >>>>>>>>>>>>>>>>>>>> PARTE II

15 de ago de 2017

Proteja os seios para treinar


As mulheres que praticam atividade física costumam ter uma preocupação que se não for bem solucionada por causar afetar o desempenho no exercício, ou gerar problemas que inclusive pode afastá-las da prática. Preocupação esta que afeta principalmente as mulheres de seios mais fartos, ou que praticam modalidades como corrida, step, jump, ou mesmo lutas e esportes que envolvam saltos, tiros e algum impacto.


O fato é que esta parte do corpo das mulheres é bastante sensível e como os seios não são protegidos por camadas musculares (sua sustentação é feita por fibras ligamentares), a movimentação constante e os impactos podem ocasionar desde lesões cutâneas a flacidez.

Nas mulheres com seios maiores esse movimento pode ser bastante acentuado, o que desvia a atenção das mulheres para isso (muitas quase que involuntariamente buscam conter seus movimentos na atividade), inibindo sua performance, a qual também é afetada pelo desequilíbrio no centro de gravidade que esse balanço pode ocasionar.

O que algumas vezes piora a situação, é quando são feitas as escolhas erradas quanto à vestimenta. Muitas adotam o figurino pensando apenas na beleza das peças. E quando estas não oferecem a sustentação adequada optam por alternativas como: utilizar dois soutiens, ou tops muito apertados. Opções que normalmente geram muito calor, ocasionando lesões na pele; comprimindo a caixa torácica em demasia, prejudicando os movimentos e a respiração normal; além de dificultar a circulação. Tudo isso resultando na queda de performance, e possivelmente podendo gerar problemas de saúde mais graves a longo prazo.


Existem modelos específicos de tops esportivos que auxiliam bastante as mulheres nesse assunto. Porém, nem sempre são os modelos mais bonitos, ou mais baratos. mas sem dúvida são opções melhores e mais duradouras, para praticar esportes com mais segurança e conforto podendo focar sua atenção apenas na melhor performance do exercício. Opte por modelos com alças mais largas, ou até alças duplas, estilo nadador nas costas, que possua um bom caimento para o formato do seu seio, com tecidos firmes e respiráveis, possibilitando a secagem rápida do suor. Evite os decotes, especialmente se tiver seios maiores. Opte pelos modelos mais fechados. E lembre-se: o modelo deve ter uma boa compressão para minimizar o balanço, porém não apertado em demasia. Ah, e se for possível aliar tudo isso num modelo visualmente bonito, vá em frente!



Não deixe de praticar exercícios físicos por conta disso. Busque a orientação dos profissionais capacitados da área. Assim você usufrui dos benefícios da atividade física, sem ter que se preocupar com flacidez, desgaste de fibras, ou lesões posturais. Exercício é saúde!!!

Veja mais aqui: 
http://lojammacombate.com/subcategorias/42/Top-de-Compressao-Feminino
http://www.nike.com.br/Top-Feminino-Nike-Pro-Rival-Bra-298666.html
http://runnersworld.com.br/1133-guia-de-tops-de-corrida/
http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/noticia/2012/10/top-de-compressao-sustenta-melhor-os-seios-e-evita-dores-musculares.html

14 de ago de 2017

Sociedade Brasileira de Cardiologia reduz índices para controle de Colesterol

No último 08 de agosto tivemos o Dia Nacional de Combate ao Colesterol, nesse período a sociedade Brasileira de Cardiologia(SBC) divulgou uma atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose. A preocupação com as altas taxas de colesterol da população levou a SBC a fechar o cerco com relação aos limites considerados ideais.

Agora, os exames passarão a considerar o risco cardíaco de cada paciente para estabelecer os limites referenciais. O índice de LDL (colesterol "ruim") considerado ideal para quem está enquadrado na categoria de risco muito alto passa a ser abaixo de 50mg/dl. O colesterol total também sofre redução de 220 para 190 mg/dl.
Clique na imagem para ampliar

A intenção desta alteração é proporcionar aos especialistas de saúde um tratamento mais adequado no controle dessas taxas, bem como estimular a população a uma mudança de hábitos que venha a trazer benefícios a saúde cardiovascular. Mudanças estas que incluem uma dieta adequada com diminuição na ingestão de gorduras e atividade física regular
Para auxiliar no controle dessas taxas a SBC lançou um app gratuito (CALCULADORA ER) disponível no Google Play e APP Store IOS.

LEIA MAIS SOBRE O ASSUNTO:
SBC-
http://cardiol.br/movel/

Texto completo da diretriz -
http://publicacoes.cardiol.br/2014/diretrizes/2017/02_DIRETRIZ_DE_DISLIPIDEMIAS.pdf

FOLHA SP-
http://m.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2017/08/1909614-taxas-limites-de-ldl-o-colesterol-ruim-sao-reduzidas-por-cardiologistas.shtml

ESTADÃO-
http://saude.estadao.com.br/noticias/geral,cardiologistas-brasileiros-estabelecem-valores-mais-rigidos-de-colesterol-ruim,70001933579